sexta-feira, 25 de março de 2016

Dilma diz, para jornais estrangeiros, que o impeachment é um golpe

O Times e o Guardian descreveram o tom da presidente como desafiador, 
de bom humor, e só se exaltou quando falou da divulgação dos grampos.

Jorge PontualNova York, EUA

presidente Dilma Rousseff convidou na quinta-feira (24) correspondentes de jornais da Europa e Estados Unidos para repetir que o processo de impeachment contra ela naCâmara dos Deputados é um golpe. O correspondente Jorge Pontual traz os detalhes no vídeo.
Os jornais The New York Times, The Guardian e El Pais já publicaram na internet suas versões da entrevista. O Times e o Guardian descreveram o tom da presidente como desafiador, mas ela estava calma, de bom humor, e só se exaltou quando falou da divulgação do grampo pelo juiz Sérgio Moro. "Violar a privacidade quebra a democracia", ela disse, batendo na mesa.
Na declaração que recebeu mais destaque, a presidente disse que o impeachment "terá consequências, talvez não imediatamente, mas deixará profundas cicatrizes na vida política do Brasil".
Outra frase que repercutiu, esta na versão do espanhol El Pais: "a oposição quer que eu renuncie. Por que? Porque sou uma mulher frágil? Não, não sou uma mulher frágil. Minha vida não foi isso".
A íntegra da entrevista em português só será publicada pela presidência na semana que vem.
Como tem feito em outras ocasiões, a presidente atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e descreveu o impeachment como um golpe. Mas fez, segundo o Guardian, uma ressalva: "Não estou comparando este golpe aos golpes militares do passado, mas seria uma quebra da ordem democrática noBrasil", ela disse.
Segundo o New York Times, perguntada se aceitaria uma votação favorável ao impeachment, a presidente respondeu: "Vamos recorrer com todos os métodos legais disponíveis".
O jornal americano conclui dizendo que a presidente está otimista: "Não vou dizer que seja agradável levar vaia", ela disse. "Mas não sou uma pessoa depressiva. durmo bem à noite".
Os correspondentes disseram que Dilma garantiu o ex-presidente lLula no governo como ministro ou como assessor.  (G1)

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