sexta-feira, 11 de março de 2016

Radialista morto no Paraná pediu à rádio para deixar a cobertura policial

Vítima deixou a cobertura de crimes há 5 meses e foi para o setor musical.
Amigo afirma que ele nunca relatou ameaças em virtude de notícias.

Do G1 PR, com informações da RPC
Radialista trabalhava na Difusora AM há dez anos (Foto: Divulgação/ Difusora AM)Valdão era bastante conhecido na cidade (Foto:
Divulgação/ Difusora AM)
O radialista João Valdecir de Borba, o Valdão, assassinado na noite de quinta-feira (10), estava afastado da cobertura policial por medo de represálias, contam colegas de trabalho da Rádio Difusora FM. Ele foi morto enquanto trabalhava.
Segundo os colegas, Valdão era especializado na cobertura de crimes, mas, há cinco meses, pediu para deixar a área. A direção da rádio aceitou e, desde então, ele trabalhava apenas em programas musicais.
"Não sei o que motivou ele a deixar a cobertura policial. Certo dia, ele simplesmente chegou e disse que não queria mais. Ele não tinha inimigos e, pelo que eu me lembro, não havia recebido ameaças. Pelo menos, nunca me contou. Era um homem trabalhador - abria e fechava a rádio. É um momento muito triste", diz o amigo e companheiro de trabalho Andriano Zeni.

Os homens mandaram o cantor abaixar a cabeça e seguir para o banheiro, conta a própria testemunha. Logo em seguida, um tiro foi ouvido. Valdão foi atingido no abdômen. Ele foi socorrido, levado ao hospital, mas não resistiu.
Pouco antes do crime, o radialista ensaiava com um cantor na rádio. Conforme esse cantor, a única testemunha da morte, Valdão saiu por um instante, provavelmente para fumar, e foi rendido pelos criminosos na porta da emissora.
Zeni, que trabalha com notícias policiais, afirma que, após a morte do amigo, repensou se segue na profissão. "A gente repensa se vale a pena, né? Quando eu soube da morte, pensei: 'O que adianta a gente fazer? A gente se dedica à profissão e acaba desse jeito?".
A polícia trabalha com várias versões para o que motivou o crime. Até as 18h desta sexta-feira (11), nenhum suspeito do homicídio havia sido identificado.
Valdão trabalhava há oito anos na Rádio Difusora FM. Ele era radialista há 30 anos e bastante conhecido em São Jorge do Oeste.

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