quinta-feira, 28 de abril de 2016

Michel Temer segue nas articulações políticas para montar novo governo

Giovana Teles  G1 Brasilia

vice-presidente Michel Temer segue nas articulações políticas na tentativa de montar um novo governo. O problema é que tem indicados falando demais e perdendo o cargo antes mesmo de ter o nome oficializado.
Possível futuro ministro que fala demais acaba sem ocupar a cadeira. Neste caso, o que pesou para o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira foram as críticas que ele fez à Operação Lava Jato e à atuação da Polícia Federal que, se ele virasse ministro da Justiça, estaria subordinada a ele. As declarações pegaram mal. A opinião pública não aceita a ideia de que alguém tente colocar um freio na operação que desvendou o mega esquema de corrupção.
Temer acabou voltando atrás. Ele mesmo chegou a comentar em reuniões que não tem intenção de interferir na Lava Jato e um dos principais articuladores do vice-presidente, ex-ministro Moreira Franco, também falou sobre a importância de apoiar a operação.
A Lava Jato tem na mira, inclusive, nomes do PMDB. O próprio vice-presidente foi citado por delatores, além de nomes cotados para uma eventual equipe ministerial de Michel Temer, como o senador Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves.
A ideia nesse momento é ter Jucá no Planejamento. Seria dele a responsabilidade de travar no Congresso batalhas pela tramitação das medidas mais complicadas, poupando o ministro da Fazenda. E a equipe econômica tem que ser coesa, ter os mesmos pensamentos, para não ter conflitos como os de equipes recentes.
O mais cotado agora para o Ministério da Fazenda é Henrique Meireles, que indicará o restante da equipe econômica. Romero Jucá irá para o Planejamento. Em alguma pasta social, talvez para a Educação, estará o senador José Serra. Eliseu Padilha irá para aCasa Civil. Henrique Eduardo Alves ficará no Turismo, que possivelmente juntará também o Ministério do Esporte. Moreira Franco assumiria um cargo sem status de ministro para trabalhar especificamente nas áreas ligadas às concessões e parcerias público-privadas. Os três últimos são ex-ministros do governo Dilma. O número de ministérios deve passar de 31 para 24.
PSDB não vai indicar ninguém para a Esplanada dos Ministérios, mas quem for convidado fica liberado para aceitar. O presidente do partido, senador Aécio Neves, se encontrou com Michel Temer.
No evento nacional de direitos humanos, a presidente Dilma Rousseff se defendeu mais uma vez. Ela repetiu que não tem acusação de corrupção contra ela e que não cometeu nenhum crime.  ( LInk da fonte;http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/04/michel-temer-segue-nas-articulacoes-politicas-para-montar-novo-governo.html

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