quarta-feira, 6 de abril de 2016

Perfil da atriz Leticia Sabatella no Facebook é desativado

Página sofreu denúncias, segundo ator e marido Fernando Alves Pinto.
Na última quinta (31), atriz se manifestou contra impeachment de Dilma.

Do G1, em São Paulo
perfil da atriz Leticia Sabatella no Facebook foi desativado no domingo (3) e permanecia fora do ar na tarde desta segunda (4). Em postagem em seu perfil na rede social, Fernando Alves Pinto, ator e marido de Leticia, diz que a atriz não excluiu sua "página" e que ela provavelmente foi alvo de denúncias. Alves Pinto também usou a hashtag #SomosTodosSabatella em seu texto, pois acredita que a atriz está sendo atacada na internet.
Na última quinta-feira (31), Leticia Sabatella participou de uma manifestação no Palácio do Planalto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em sua fala, a atriz disse, sob os olhares de Dilma, que, atualmente, faz oposição ao governo petista, mas fez questão de ir ao ato em defesa da presidente porque, na opinião dela, há em curso um "plano maquiavélico de tomada de poder na marra" por parte de partidos oposicionistas. 
Fernando Alves Pinto, ator e marido de Letícia Sabatella, diz que atriz não excluiu página no Facebook, mas que ela foi bloqueada por denúncias (Foto: Reprodução/Fernando Alves Pinto/Facebook)Fernando Alves Pinto, ator e marido de Letícia Sabatella, diz que atriz não excluiu página no Facebook, mas que ela foi bloqueada por denúncias (Foto: Reprodução/Fernando Alves Pinto/Facebook)
"Eu sou oposição ao seu governo, presidenta Dilma. Mas eu tenho um contentamento em poder dizer isso na sua frente porque vivo num estado que se pretende utopicamente, em exercício neste momento, ser um estado democrático. Ou seja, preservando a liberdade", declarou a atriz.
G1 procurou a assessoria do Facebook para obter mais informações, mas a empresa afirmou que não irá falar sobre o caso.
Casos recentes
O caso de Leticia Sabatella é o mais recente de uma série de remoções polêmicas de páginas populares no Facebook. O estopim da controvérsia foi a desativação, em 1º de novembro de 2015, da página "Orgulho de ser hétero", que reunia cerca de 2 milhões de pessoas. A decisão foi comemorada em páginas e comunidades de ativismo feminista e LGBT, que frequentemente a denunciavam pelo que dizem ser discurso de ódio.
A partir daí, frequentadores da "Orgulho de ser hétero" teriam se organizado para orquestrar a remoção de páginas ligadas a estes grupos. Mensagens nas novas versões da página pediam apoio para coordenar denúncias a algumas delas.
No mesmo dia, páginas como "Feminismo sem demagogia", "Cartazes e tirinhas LGBT" e "Moça, você é machista" também saíram do ar, assim como a da youtuber Julia Tolezano, a Jout Jout, cujos vídeos sobre assédio contra mulheres fazem sucesso nas redes sociais brasileiras.
A desativação da página de Jout Jout causou indignação dos fãs e chamou a atenção da mídia. A prefeitura de Niterói, cidade natal da vlogueira, chegou a se manifestar em seu perfil oficial na rede.  (matéria Do G1 SP)


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