terça-feira, 26 de abril de 2016

Senador do PMDB é eleito presidente da comissão do impeachment no Senado

(POR; IG SP)
Sem outros nomes indicados para o cargo, a indicação de Raimundo Lira (PMDB-PB) foi aprovada por aclamação, nesta terça-feira (26), na Comissão Especial do Impeachment no Senado. Ele, que pediu para mudar seu status no grupo para "indeciso", foi o nome de consenso entre governo e oposição. 
Mas, se a presidência foi uma escolha fácil, o mesmo não se deu com a escolha do relator. Logo aos primeiros minutos da sessão, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou questão de ordem para que fosse incluso o nome do advogado Flávio Henrique Costa Pereira, coordenador jurídico nacional do PSDB, como um dos subscritores do pedido que culminou na abertura do processo, ao lado do jurista Hélio Bicudo e dos advogados Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.  O contraponto foi feito pelo senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado, que afirmou que Pereira é advogado dos três autores e não subscritor. “É mais uma tentativa de já no início da sessão criar obstáculo e impedir o avanço da investigação com esse tipo de chicana”, atacou o parlamentar. O debate foi interrompido para que Lira fosse oficializado no cargo e retomado em seguida. Depois de solucionar estes questionamentos, os senadores vão escolher o relator do caso. O governo rejeita o nome de Antônio Anastasia (PSDB-MG), única indicação até hoje para o cargo. A votação será nominal.
Nessa segunda-feira (25),  foram confirmados os nomes dos 21 senadores titulares e os suplentes, indicados pelas bancadas partidárias na semana passada.
O presidente da comissão especial adiantou que ainda nesta semana os advogados que apresentaram o pedido de impeachment de Dilma – Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior – serão ouvidos pelos senadores. No dia seguinte, será a vez do ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, fazer a defesa da presidenta.
A expectativa é de que o relatório sobre a admissibilidade do processo no Senado seja apresentado na comissão no dia 8 de maio. Depois disso, haverá prazo de 24 horas para vista dos senadores, ou seja: um tempo a mais para que eles possam analisar com calma o relatório, antes da votação no dia 9 de maio. Votado na comissão, após 48 horas, no dia 12 de maio, independentemente do resultado, ele segue para análise do plenário da Casa. Nos dois casos, a votação será feita por maioria simples. Se for aprovada em plenário, a admissibilidade do processo, Dilma é imediatamente afastada do cargo por 180 dias.  (Link da fonte;http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-04-26/senador-do-pmdb-e-eleito-presidente-da-comissao-do-impeachment-no-senado.html

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