sábado, 9 de abril de 2016

"Ser deputado é tranquilo; faço de conta que trabalho", diz Paulo Maluf


(BBC BRASIL) (foto Agência Brasil)
Depois de ser duas vezes candidato à Presidência da República, prefeito de São Paulo outras duas, governador do Estado paulista e quatro vezes deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP), aos 84 anos, diz preferir o último posto.
"Vou cumprir este mandato de deputado federal em 2018, aos 87 anos. Se estiver com boa saúde, não preciso fazer campanha para deputado. É só que dizer que sou candidato que estou eleito. Executivo não tem mais", diz. E completa: "(Ser) deputado é tranquilo: trabalho terça, quarta e quinta metade do tempo. Faço de conta que estou trabalhando." Criticado por ter faltado a oito das dez reuniões da comissão especial que discute o impeachment na Câmara ("não tinha obrigação"), o político explica que sua defesa pelo afastamento de Dilma Rousseff é apenas política.
"Ela é correta e decente, mas voto pelo impeachment", afirma, acusando o presidente de seu partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), de ter negociado apoio ao governo sem consultar os demais políticos de sua base. Para Maluf, a negociação de cargos foi "espúria, para não dizer pornográfica", e Nogueira se comportou de maneira "monocrática", como um "ditadorzinho do Piauí". O político enfatiza ainda considerar "uma vergonha nacional" o fato de seu partido ser o recordista de citações na Lava Jato, com mais de 30 investigados. Ele também comenta os casos de corrupção em que esteve envolvido, como sua recente condenação à prisão pelo Tribunal Criminal de Paris, por lavagem de dinheiro – à qual recorre na Suprema Corte da França.  (fonte: ultimo segundo.IG)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

Postagens mais visitadas