sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Mulher é morta seis dias após postar em rede social mensagem que irritou criminosos

Condenada à morte, vítima foi espancada, torturada e esquartejada. MP-RJ pediu a prisão preventiva de todos os envolvidos.


                                            Foto: Reprodução/GloboNews
Uma mulher foi assassinada após postar em uma rede social uma mensagem que desagradou a traficantes do Complexo do Caju, na Zona Norte do Rio, onde ela vivia. A ordem para executá-la partiu do chefe do crime na área, que está preso. O Ministério Público pediu a prisão dos envolvidos.

Helen Alves de Oliveira publicou postagem no dia 27 de fevereiro dizendo que um traficante armado em um ponto de venda de drogas assume o risco de morrer em um confronto com policiais.

A "sentença" veio seis dias depois: após ser condenada à morte pelos criminosos, no dia 5 de março ela foi espancada, torturada e esquartejada. Seu corpo foi queimado, o que dificultou a identificação.

De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), o responsável por ordenar a morte de Helen foi o traficante Luiz Alberto Santos de Moura, conhecido como Bob do Caju, considerado o chefe do crime na área.

Além dele, outras seis pessoas foram denunciadas por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.

Entre estes acusados está uma mototaxista que ficou responsável por monitorar os passos da vítima e passar para os assassinos. O MP-RJ pediu a prisão preventiva dos sete acusados e espera uma posição da Justiça.


“Infelizmente, esse monitoramento do tráfico de drogas chegou ao nível eletrônico, das redes sociais. E hoje essas pessoas que são dominadas pelo tráfico, pela criminalidade, não podem nem manifestar o seu descontentamento pela violência brutal dos traficantes. Porque eles reforçam mais essa brutalidade, cometendo esse crime bárbaro. O que reforça esse império do silêncio que vigora nas nossas comunidades fluminenses”, explicou o promotor Sauvei Lai.  Fonte: G1

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