segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Cadela é agredida até a morte na frente da família no RJ

Imagens gravadas pela mulher mostram marido batendo no animal em São Francisco de Itabapoana.

                                                 Crédito: ilustração
Um cachorro foi morto na frente de toda a família em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. As imagens foram gravadas pela própria esposa do homem suspeito de agredir o animal. As imagens estão circulando nas redes sociais.

“Olha só o que que o meu marido, que agora é ex, acabou de fazer com a cachorra. Matou a cachorra, ensanguentou tudo, olha. Matou a cachorra, 'essezinho' aqui. Esse sujeito aqui. [Aponta para o homem]. Olha o sangue na cabeça dele aqui. Isso é pra todo mundo ver. Olha o estado da minha avó que tem pressão alta. E a cachorra morta”, diz a mulher, indignada.

O crime teria acontecido porque a cadela Lili teria mordido o pé do homem por se assustar com ele. A cachorra pertencia aos avós da ex-esposa, pois decidiu se separar dele. A família tentou conter a fúria do homem, mas não conseguiu segurá-lo e ele bateu com a cabeça do animal diversas vezes na parede, o jogou para cima e pisou no corpo dele.

O vídeo mostra a dona da cachorra chorando com o corpo do animal no colo.

O caso foi registrado na delegacia do centro de Campos dos Goytacazes, mas será investigado pela delegacia de São Francisco de Itabapoana. A família afirma que a cadela era a companhia da idosa, que sofre de pressão alta, e do marido dela, que sofre de Alzheimer.

“Eu não imaginava que ele seria capaz disso. Eu imaginava que ele iria colocar a cachorra na rua, mas não matar na frente do meu filho de dois anos, na minha frente, na frente da minha mãe e dos meus avós. Eu estou acabada” destacou Larissa Porto, que gravou as imagens.

Matar animais é crime
Matar cachorro - ou qualquer outro animal - é crime. Não importa se o animal é doméstico, domesticado, silvestre, nativo ou exótico.


O que trata disso é o artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais, de 1998. A lei prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar" qualquer tipo de animal. Se houver a morte do bichinho, a pena aumenta até um terço. (G1 RJ)

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