sábado, 8 de dezembro de 2018

'Vou te deixar na cadeira de rodas', conta pai sobre ameaça de colega à filha de 10 anos que morreu espancada na saída da escola

G1 MS 

Caso aconteceu em Campo Grande (MS). De acordo com a família, briga teria começado após criança xingar a mãe da vítima de "prostituta"; Segundo a polícia, uma menina de 9 anos seria a responsável pelas agressões.

                                                Foto: TV Morena/Reprodução
Em depoimento emocionado, o pai de Gabrielly Ximenes, a menina de 10 anos que morreu na manhã desta quinta-feira (6) após ser espacanda por uma criança e 2 adolescentes na saída da escola em Campo Grande (MS), disse que a discussão entre as crianças começou dentro do local. "Uma delas disse para minha filha 'Vou te deixar na cadeira de rodas'", relatou Carlos Roberto ao G1.

A menina contou para o pai que a briga começou após uma das colegas xingar sua mãe de "prostituta". Gabrielly morreu sete dias após as agressões, por complicações em uma cirurgia realizada na Santa Casa.

A delegada Fernanda Félix, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), que já ouviu as responsáveis pela agressão, afirma que a colega de 9 anos confessou que "deu duas mochiladas" em Gabrielly, e que as outras adolescentes participaram incitando a briga. Afirmou ainda que, por ser menor de 12 anos, a menina não responderá pela agressão, e penalmente, nem os pais. O G1 não conseguiu contato com o Conselho Tutelar da região para consultar sobre um possível acompanhamento psicológico à criança.

A diretora da escola publicou em uma rede social que a instuição estava "de luto", porém, ninguém se manifestou sobre o caso. A Secretaria de Estado de Educação (SED) disse em nota que está acompanhando as investigações, mas, como o fato ocorreu fora do ambiente escolar, "buscam dar suporte para a gestão escolar o andamento dos trabalhos".

Carlos Roberto contou à polícia que a filha foi agredida logo após sair da aula, por volta das 17h (de MS), do dia 29 de novembro, a cerca de 100 metros da Escola Estadual Lino Villachá, onde estudava no 4º ano do ensino fundamental. Gabrielly chegou a citar o nome de uma das agressoras para o pai.

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